Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça

quinta-feira, 17 de julho de 2003

Inevitavel

Desejo-te...
Desejo sentir o teu rosto no meu,
A tua pele colada á minha,
Desejo...
Desejo abraçar-te e não te deixar ir,
E perdido na solidão que me consome,
Achar-me um dia.Anseio tocar o teu corpo,
Quente e suave...
Cheirar...
Cheirar o teu aroma,
Fresco e calmante...
Lembrar-me...
Lembrar-me de um dia especial,
Que me reconforte algum dia.
Anseio por ti,
É inevitável...
Inevitável deixar de me encontrar,
Num ser que tem tanto para dar!

terça-feira, 15 de julho de 2003

Sempre pensando em ti

Quero, desejo, egoísmo puro e simples.
Mas o mais poderoso sentimento,
Fala apenas de partilha e entrega.
Mas eu quero-te e desejo-te,
Não consigo deixar de pensar em ti.
Que partilha é esta, se te não posso tocar,
Que entrega é esta se não estás a meu lado.
Fecho os olhos e oiço o cantar do teu rir,
Aperto os lábios e sinto o calor dos teus.
Encolho-me em minha cama
E acho que que te consigo tocar.
Quero-te, desejo-te,
Não podes duvidar.
Sinto a tua falta,
Vejo-te nas pessoas que se cruzam comigo,
Oiço-te no sussurro das conversas alheias.
Quero-te, desejo-te,
Mas não te consigo ter…

sexta-feira, 4 de julho de 2003

Dificil

É difícil, dá para perceber.
É difícil viver, é difícil nascer.
Porque o não há-de ser sobreviver.

É difícil sentir e não poder dar,
Amar e não poder partilhar
Querer e não conseguir alcançar.

É difícil, pois é,
Doer e ter de se manter em pé,
Acreditar e quase perder a fé.

É difícil concerteza.
Desejar calor e sentir frieza.
Ansiar alegria onde vive a tristeza.

É difícil, também crês,
Quando queres, não me vês,
Sermos dois mas haver sempre três.