A chegada de Daqueles Além Marão

Publicado em 2017, deveria ter sido lançado por uma editora pela obtenção do primeiro lugar num concurso.

Capa de Terras de Xisto e Outras Histórias

Um livro de contos diversos onde circunstâncias dramáticas obrigam os personagens a contrariar a sua própria natureza.

Capa de Lágrimas no Rio

A pacata aldeia de São Cristóvão do Covelo sofre um terrivel cataclismo que vai revelar forças estranhas.

A Amazon apoia a publicação independente

Todos os meus livros são publicados pela Amazon de forma independente e não exploradora. Estão à venda em todo o mundo.

A família de livros "Debaixo dos Céus" continua a crescer desde 2015

Desde a publicação de "Terras de Xisto" em 2015 até "Entre o Preto e o Branco" em 2020, vão milhares e milhares de palavras escritas.

A capa de Daqueles Além Marão

Os contos aqui incluídos têm todos protagonistas transmontanos. A capa escolhida é feita a partir dos azulejos da estação ferroviária do Pinhão, na linha do Douro.

A chegada de Terras de Xisto e Outras Histórias

Foi emocionante a entrega destes livros, os primeiros publicados em exclusivo com o meu nome.

A chegada de Lágrimas no Rio

As primeiras apresentações que fiz foram desta obra.

A capa de Entre o Preto e o Branco

A primeira capa 100% desenhada por mim, com recurso a uma foto royalty free.

A chegada de Entre o Preto e o Branco

Como das vezes anteriores, quando chegou a primeira remessa já estava toda vendida.

quinta-feira, 2 de outubro de 2003

Criação

O mundo era jovem e as estrelas crianças reluzentes,
E nós, os Primeiros daquela raça.
Éramos luz e promessa de vitória,
A Esperança tornada vida.
Os rios eram cristalinos cheirando a alfazema,
Cantando histórias das suas viagens.
Os animais, nossos companheiros,
Acompanhavam-nos e falavam-nos com alegria.
Naquele tempo, o mundo era virgem,
E nós os futuros donos.
Naquele tempo em que o mundo era jovem,
Éramos apenas crianças,
Vigiadas ternamente pelo Bom Pastor,
Que olhava carinhosamente a sua Criação.
Mas não seriamos crianças para sempre
E o brilho do Conhecimento
Refulgiu nos nossos olhos ingénuos,
Abrindo-os e enchendo-os de Sabedoria,
De Bondade e de Maldade.
E de repente sabiamos quem eramos,
Quem poderíamos ser...
E queríamos mais.
O Bom Pastor cobriu a face e chorou,
Ao dar-nos o Conhecimento pretendia tornar-nos melhores...
Mas também Ele comete erros.
E o mundo agora é velho e as estrelas baças e mortiças.
Os rios sem vida
Onde as águas que não são mais cristalinas,
Já não chilreiam mais histórias.
Os animais temem-nos e não nos falam,
Chocados com a nossa mudança.

Desde então que a esperança temo-la nós,
Em cada um dos nossos filhos,
Que seja melhor do que somos,
Que faça mais do que fizemos,
Que tenha mais felicidade que a que temos.