Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

Angústia



Não é possível descrever a angustia,
Do querer e não poder ter.
A dor do rasgar da Alma porque,
Ao fincar o pé não me deixo arrastar.
A consciência é o flagelo que Deus nos deixou,
O coração, o instrumento enganador que bate quando não deve.
E a Alma…
A Alma sofre com a antítese constante dos dois.
Mas não é por isso que tudo passa.
Não é pela consciência nos flagelar,
Que o coração deixa de se partir
E a nossa mente voa perdida.
Também eu vagueio pelas recordações,
Suspirando à mais pequena memória tua.
Sinto o coração saltar,
De cada vez que o telemóvel dá mensagem.
A minha respiração sustém-se,
Cada vez que te vejo ou ouço.
As musicas doem ao ouvir porque,
Cada lamento é de uma alma gémea,
Que sentiu e sabe o que eu sinto.
Resta sonhar durante o tempo que resta,
Esperar que passe o tempo que não passa,
Desejar o que não devo desejar
E pedir a Deus o que não devo ter.