Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

Sal da Vida

Ao fim e ao cabo tudo se resume
À chama que arde
Ao lume que consome o nosso coração.
Calor intenso que em todo o dia que se perde,
Em toda a hora que se esvai,
Queima e cresta a sensível Alma.
Mas não deixes o desespero dominar,
Não desprezes o Sal da Vida
E abana a Árvore da Tentação.
Prova dos seus frutos, aprecia a sua doçura,
E vive ao sabor da vida,
Remando sempre contra a maré.
Não te deixes cair no desânimo
E deixa a Chama arder bem forte no peito.
Assim terás sempre a certeza,
Enquanto a sentires queimar,
Enquanto a adrenalina correr nas tuas veias,
Será certamente porque estás viva.
Mas não deixes o desespero dominar,
Não desprezes o Sal da Vida
E abana a Árvore da Tentação.
Embaraça o empregado do café,
Escandaliza a vizinha da frente,
Inferniza a vida dos teus colegas.
Sente-te viva e sacode a tua vida,
Bem como a daqueles que te rodeiam.
Não te deixes sufocar e agride-os com teu sorriso,
Atordoa-os com teu gargalhar,
Mostra-lhes que a vida deve ser vivida
E que tu fazes questão de o fazer.