A chegada de Daqueles Além Marão

Publicado em 2017, deveria ter sido lançado por uma editora pela obtenção do primeiro lugar num concurso.

Capa de Terras de Xisto e Outras Histórias

Um livro de contos diversos onde circunstâncias dramáticas obrigam os personagens a contrariar a sua própria natureza.

Capa de Lágrimas no Rio

A pacata aldeia de São Cristóvão do Covelo sofre um terrivel cataclismo que vai revelar forças estranhas.

A Amazon apoia a publicação independente

Todos os meus livros são publicados pela Amazon de forma independente e não exploradora. Estão à venda em todo o mundo.

A família de livros "Debaixo dos Céus" continua a crescer desde 2015

Desde a publicação de "Terras de Xisto" em 2015 até "Entre o Preto e o Branco" em 2020, vão milhares e milhares de palavras escritas.

A capa de Daqueles Além Marão

Os contos aqui incluídos têm todos protagonistas transmontanos. A capa escolhida é feita a partir dos azulejos da estação ferroviária do Pinhão, na linha do Douro.

A chegada de Terras de Xisto e Outras Histórias

Foi emocionante a entrega destes livros, os primeiros publicados em exclusivo com o meu nome.

A chegada de Lágrimas no Rio

As primeiras apresentações que fiz foram desta obra.

A capa de Entre o Preto e o Branco

A primeira capa 100% desenhada por mim, com recurso a uma foto royalty free.

A chegada de Entre o Preto e o Branco

Como das vezes anteriores, quando chegou a primeira remessa já estava toda vendida.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Magia



Eram tardes mágicas.
Os dias passavam-se numa lenta agonia,
Na expectativa da hora em que sairia correndo do emprego
Para te ver.
E as horas arrastavam-se demorando a minha dor,
Até chegar a hora em que correria para junto de ti.
Eram dias maravilhosos, aqueles.
 Vivia-os como um sonho do qual não queria acordar.
E ficava-me ali, a beber cada palavra tua,
A saborear cada olhar fugidio
E sempre temendo tocar-te.
O meu mundo nesse período,
Estava encerrado numa bolha de sabão.
Reluzente, envolto em miríades de luz, como um cristal,
Mas ténue e frágil como a mais pura porcelana.
Imóvel e inseguro,
Quedava-me ao pé de ti, esboçando uma carícia envergonhada,
Passando a mão no teu cabelo…
Mas sempre temendo que, num gesto brusco,
A bolha de sabão rebentasse
E o meu sonho, tu,
Se evaporassem numa explosão de lágrimas salgadas.