A chegada de Daqueles Além Marão

Publicado em 2017, deveria ter sido lançado por uma editora pela obtenção do primeiro lugar num concurso.

Capa de Terras de Xisto e Outras Histórias

Um livro de contos diversos onde circunstâncias dramáticas obrigam os personagens a contrariar a sua própria natureza.

Capa de Lágrimas no Rio

A pacata aldeia de São Cristóvão do Covelo sofre um terrivel cataclismo que vai revelar forças estranhas.

A Amazon apoia a publicação independente

Todos os meus livros são publicados pela Amazon de forma independente e não exploradora. Estão à venda em todo o mundo.

A família de livros "Debaixo dos Céus" continua a crescer desde 2015

Desde a publicação de "Terras de Xisto" em 2015 até "Entre o Preto e o Branco" em 2020, vão milhares e milhares de palavras escritas.

A capa de Daqueles Além Marão

Os contos aqui incluídos têm todos protagonistas transmontanos. A capa escolhida é feita a partir dos azulejos da estação ferroviária do Pinhão, na linha do Douro.

A chegada de Terras de Xisto e Outras Histórias

Foi emocionante a entrega destes livros, os primeiros publicados em exclusivo com o meu nome.

A chegada de Lágrimas no Rio

As primeiras apresentações que fiz foram desta obra.

A capa de Entre o Preto e o Branco

A primeira capa 100% desenhada por mim, com recurso a uma foto royalty free.

A chegada de Entre o Preto e o Branco

Como das vezes anteriores, quando chegou a primeira remessa já estava toda vendida.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As folhas




A vida é uma sucessão de encontros e desencontros.

Como folhas soltas caídas num ribeiro, corremos velozes, num frenesim que não é nosso, na corrente eterna.
Estas folhas, depois de um curto voo, livres, são presas da correria desenfreada da torrente que corre para um e outro rio até chegar ao mar.
Algumas folhas, perdem velocidade e rumo e ficam-se pelas margens, encostadas, abandonadas, vendo as outras passar em grande velocidade até se perderem na distância. Ficam-se até a natureza fazer o seu papel e não restar memória do simples organismo que ali ficou.
Há folhas que correm rápido, pelo lado mais forte da corrente, fazendo curvas apertadas e saltando sobre os seixos, preocupadas em chegar ao fim… mas sem saberem o QUE é o fim. Correm ignorantes do destino mas conscientes que têm de lá chegar... Acabarão por chegar mas sem saber que existiram.
Folhas que, sem se desviar, navegam pelo lado mais lento da corrente, apreciando cada curva, dobrando cada tronco caído, beijando até cada seixo do leito. Têm trajectos longos, contactam muitas folhas e a sua marca em cada uma durará até que a ultima delas desapareça.
Outras, sem rumo, não percebem a corrente nem os seus meandros e deixam-se vaguear em cada remoinho, prender em cada ramo, perdidas do norte e do Objectivo… Estarão lá para sempre, são aquelas que todos vemos mas não reconhecemos.
Durante o seu percurso, algumas folhas encontram-se, tocam-se, para se soltarem no segundo seguinte e seguirem o seu caminho separadas. Em corridas paralelas mas distantes.
Folhas há que colam-se não se soltando mais todo o percurso, vivendo num eterno rodopiar uma em volta da outra numa valsa silenciosa.
Mas há folhas, que estando muitas vezes sozinhas, flutuam em pequenos grupos que se vão tocando e revezando entre si sem ficarem presas… Nem completamente livres.
E a corrente plena de folhas continuará a chilrear por entre os seixos da planície até que a árvore, velha de anos, caia sob o seu próprio peso e novos ramos de outras árvores soltem novas torrentes de folhas.