A chegada de Daqueles Além Marão

Publicado em 2017, deveria ter sido lançado por uma editora pela obtenção do primeiro lugar num concurso.

Capa de Terras de Xisto e Outras Histórias

Um livro de contos diversos onde circunstâncias dramáticas obrigam os personagens a contrariar a sua própria natureza.

Capa de Lágrimas no Rio

A pacata aldeia de São Cristóvão do Covelo sofre um terrivel cataclismo que vai revelar forças estranhas.

A Amazon apoia a publicação independente

Todos os meus livros são publicados pela Amazon de forma independente e não exploradora. Estão à venda em todo o mundo.

A família de livros "Debaixo dos Céus" continua a crescer desde 2015

Desde a publicação de "Terras de Xisto" em 2015 até "Entre o Preto e o Branco" em 2020, vão milhares e milhares de palavras escritas.

A capa de Daqueles Além Marão

Os contos aqui incluídos têm todos protagonistas transmontanos. A capa escolhida é feita a partir dos azulejos da estação ferroviária do Pinhão, na linha do Douro.

A chegada de Terras de Xisto e Outras Histórias

Foi emocionante a entrega destes livros, os primeiros publicados em exclusivo com o meu nome.

A chegada de Lágrimas no Rio

As primeiras apresentações que fiz foram desta obra.

A capa de Entre o Preto e o Branco

A primeira capa 100% desenhada por mim, com recurso a uma foto royalty free.

A chegada de Entre o Preto e o Branco

Como das vezes anteriores, quando chegou a primeira remessa já estava toda vendida.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Historia Interminavel


Num turbilhão de luz
Dei por mim sem saber como tinha chegado ali.
E tive consciência de quem era.
Criança inocente brincando com o presente acabado de receber.
Sem ter noção das palavras, os dias eram de Verão, aquecidos pelo amor dos pais e dos avós.
Os dias passam-se e cresci.
As palavras fazem parte do dia-a-dia
E centenas de estranhos fazem parte dos meus dias de Primavera
Temperados e doces com os avós longe e os pais a distanciar-se.
Em plena estação conheci o meu amor e deu-se inevitável casamento
Aproximava-se o fim da Primavera quando conheci o meu filho.
Era o fim de uma época quando ele crescia e meus pais se distanciavam
Dias mornos de Outono salteados com chuva.
O mundo muda-se.
Os professores do meu filho são cada vez mais novos e os amigos estão distantes e cada vez menos.
Meu filho cresce e torna-se um homem e a estação está no auge.
Os meus pais são uma memória distante.
O Outono aproxima-se do fim e os dias frios tornam-se uma constante.
As chuvas de Inverno apanham-me em cheio.
Está frio e dói-me o corpo.
Meu filho casou e está longe.
Trouxe-me um neto para que o conhecesse.
Minha esposa, cabelos de neve, cuida de mim e atura pacientemente as minhas casmurrices.
As dores são muitas e os dias intermináveis…
Este Inverno não tem mais fim e eu estou tão cansado.
Não durmo muito com as dores e o ócio embrutece-me e deixa-me sonolento.
Os olhos pesam-me finalmente e ajeito-me para dormir.
Acalmo a cabeça na travesseira perante o olhar cansado mas preocupado do meu amor.
Sorrio para a sossegar e fecho os olhos com um suspiro.
E é um turbilhão de luz numa paz imensa e celestial.
Dei por mim sem saber como tinha chegado ali.
E tive consciência de quem era.
Criança inocente brincando com o presente acabado de receber.
Sem ter noção das palavras, os dias eram de Verão, aquecidos pelo amor dos pais e dos avós.