Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça

sábado, 30 de setembro de 2017

SG Mag numero 3



Foi lançado, há pouco tempo, o número 3 da revista SG Mag da editora Sui Generis, com a qual colaboro há algum tempo, nomeadamente nas antologias “A Biblia dos Pecadores”, “Saloios e Caipiras”, “Sexta feira 13”, só para mencionar algumas. A minha amizade com o editor Isidro Sousa, manifestou-se quase desde o primeiro dia e fomos acompanhando os sucessos um do outro durante todo o tempo.






Esta revista, é um ponto de honra da capacidade produtiva e qualitativa do Isidro e uma prova do seu amor pelas letras e prazer no sucesso dos seus amigos, que também são seus companheiros de escrita. Nestas páginas, são dados a conhecer aqueles que amam as letras, acima da profissão que lhes dá o meio de subsistência. É dado a conhecer o seu trabalho e apresentado o lado pessoal através das entrevistas. 

Este número foi para mim uma completa surpresa; já sabia que ia ser publicada a entrevista que me foi feita há algum tempo atrás e incluído um dos meus contos, não sabia, era que a recente apresentação do meu último livro “Daqueles Além Marão”, seria mencionada e teria tal destaque


O Isidro foi convidado para esta apresentação, como tem sido para todas as outras, embora nunca tivesse sido possível conciliar agendas ou reduzir as distâncias, até ao passado dia 3 de Junho, onde tive a enorme alegria da sua presença. Devo confessar que esta não foi a melhor em termos de organização, pois um conjunto de pequenos contratempos provocaram um atraso no início do evento, no entanto tudo entrou nos eixos e ele teve a oportunidade de ver, com os seus próprios olhos, porque me orgulho destas nossas apresentações. 


Retornando a esta revista, é sempre uma alegria, ver o sucesso dos amigos, ou colegas, com quem partilho este maravilhoso mundo, mas é um prazer ainda maior, ver surgirem “caras” novas, numa época em que os leitores são cada vez menos… a minha secreta esperança é que isto seja o sintoma de que a maré está a mudar e que (os meus netos?) serão leitores ávidos dos frutos da imaginação dos meus irmãos das letras.



Isto leva-nos a outra das características do Isidro Sousa, a sua capacidade organizadora e dinamizadora, que atrai aqueles que procuram um “lugar ao sol” ou simplesmente alguém que lhe diga “Há aqui alguns pontos a melhorar, mas no geral está bom e deves continuar.” Se por um lado, o instinto nos faz sentir especiais pela nossa capacidade criativa, por outro, a insegurança cerceia-nos o ego com a lima do acanhamento e impede-nos de dar o primeiro passo. O Isidro tem ajudado muita gente a fazê-lo. Não é o único, nem o mais eficiente, mas é capaz e, apesar de ter sofrido um conjunto de contratempos que o prejudicaram de sobremaneira, está a recuperar o tempo perdido e a cumprir promessas antigas, com recurso a enormes sacrifícios pessoais.


Senhores autores, desiludidos com os sucessivos atrasos nas ansiosamente aguardadas antologias, não desesperem, acredito que esta revista número 3 diz-nos que o Isidro Sousa está de volta. 

Podem ler a revista aqui





quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O conto "A Cripta" publicado em Correio do Porto




No passado dia 18 de Setembro, o meu conto "A Cripta" , publicado no livro "Daqueles Além Marão", foi apresentado no site do Correio do Porto.

O Correio do Porto é uma revista digital independente do Porto (PT) e sobre o Porto (distrito). Conta histórias de vida (pessoas e coisas) de um mundo à parte (físico e noticioso). Divulga notícias do outro mundo quando falarem do Porto. O Correio do Porto foi concebido para utilizadores com muitas horas de leitura (livros, revistas, jornais, banda desenhada, cartoons, postais, selos, cartazes, folhetos, catálogos, etc). É a geração do papel a navegar no mar digital.

Pode aceder à ligação completa em http://www.correiodoporto.pt/do-porto/a-cripta


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O conto "A Moura do Castelejo" foi publicado em Memórias e Outras Coisas





O meu conto "A Moura do Castelejo", até à data inédito, foi publicado no blogue "Memórias e Outras Coisas". Trata-se de um conto baseado em algumas lendas da aldeia de Pombal em Carrazeda de Ansiães. Pode visitar esta publicação aqui http://5l-henrique.blogspot.co.uk/2017/09/a-moura-do-castelejo.html


O tema das lendas é um dos queridos deste blogue e por isso a publicação deste conto já foi precedida de um outro, há perto de um ano, que também versava a temática das lendas. http://5l-henrique.blogspot.co.uk/2016/09/salvo-conto-de-manuel-amaro-mendonca.html



Memórias e Outras Coisas, nas palavras do seu editor, Henrique Martins:
"Bragança e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e, o que não é partilhado, morre só... ...Traz Outro Amigo Também..."
Nestas palavras podemos perceber o mote deste interessantíssimo blogue, que sigo há já algum tempo. Graças a ele, são recordadas e recuperadas, muitas das tradições transmontanas que estavam esquecidas e quase perdidas. Neste local é dada a palavra aos transmontanos e simpatizantes para falar do seu mundo e das suas experiências. A vertente da atualidade e da história não são esquecidas e a todo o momento podemos receber artigos de última hora com notícias importantes da região, lado a lado com extensos artigos históricos de grande qualidade. Bem hajas Henrique Martins, que o teu prazer em criar estes conteúdos para nós não esmoreça e continues a brindar-nos com o teu excelente trabalho.





sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Não há um Adeus


A verdade é que não há um adeus.

Não adianta despedir-mo-nos vezes sem fim, como se fosse a última. Pensar em ti, como se nunca mais te víssemos, ou ouvíssemos falar de ti.
O adeus não se fica para lá da tampa do ataúde com que te velaram o rosto e te ocultaram dos meus olhos.


O adeus não está sequer naqueles instantes solitários, em que nos tornamos a despedir uma e outra vez, enquanto sofremos o remorso das vezes que não disse que te amava, ainda que o pudesses ver nos meus olhos.

O adeus está na caminhada para o infinito que empreendeste, deixando-nos a todos órfãos e desorientados. No vazio que deixaste, na ausência pesada que agora mora connosco.  

O adeus está em cada pequeno momento que a tua memória me afaga, no toque de cada objeto que sei tocado por ti, pelo manusear dos livros que leste e em cada memória das conversas que tivemos sobre ele.

O adeus está em cada paisagem que aprecio e sei que ias amar, em cada maravilha da engenharia que vejo e sei que ias admirar.
O adeus está neste mundo cruel que não se compadece e, mesmo sem ti, continua a desfiar a sua rotina, dia após dia.

Não, o adeus não ficou encerrado na caixa de madeira que te levou, quando me perguntaram se me queria despedir.
Porque a verdade, é que não há um adeus, mas sim milhares deles que se estenderão pelo resto da vida.