Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Rute - 5ª e última parte - Desenlace

Regressar a 4ª parte



No exterior chovia copiosamente. A água caía verticalmente sobre os mortais que corriam, em vão, em busca de abrigo no seu percurso para fazer aquelas coisas que acham importantes.
Ele não corria. Leu a morada borratada num papel encharcado e começou a caminhar, lentamente, depois de deitar fora o pano e colocar a arma no bolso da gabardina.
Ninguém atendia na morada que Aníbal lhe dera, mas o Lância Flavia branco estava no parque de estacionamento em frente. Não podiam estar longe.
A chuva parara há uns minutos atrás, mas os trovões ouviam-se cada vez mais perto e as nuvens acima avisavam que não estavam ainda satisfeitas.
Agora, doía-lhe a cabeça fortemente e a visão, através dos óculos cheios de pingas, parecia um túnel comprido e desfocado.
Encaminhou-se para o veículo decidido a esperar e sentou-se num dos pequenos e encharcados muretes de separação dos veículos. Todo ele era água a escorrer. Com as mãos apertou a cabeça tentando aliviar o sofrimento.
Ao fim de algum tempo, ergueu-se do assento incómodo. Doíam-lhe as pernas nas calças encharcadas e a água tinha conseguido penetrar através da gabardina, ensopando-lhe as costas.
Um relâmpago surgiu, seguido de imediato dum trovão e a chuva recomeçou a cair.
O seu coração batia cada vez mais forte com a pressão da expetativa e o nervosismo da situação… E a cabeça... oh, como lhe doía a cabeça! Latejava, fortemente, como se lhe batessem com um malho.
-         Lá vêm eles. – Conseguia já divisar do outro lado da rua o casal que saía de uma esquina, escondido debaixo dum guarda-chuva rosa.
Tirou os óculos e tentou limpá-los com um lenço completamente encharcado que deixou cair… Maldita dor de cabeça!.
Baixou-se para apanhar o bocado de tecido e o mundo explodiu num ferro em brasa que lhe perfurou o crânio e revolteava o cérebro com requintes de sadismo. Um mar de vermelho inundou-lhe a visão como uma cortina que desce e apagou-se completamente…
A dor que o ferrava no rosto tornava-se cada vez mais insistente, obrigando-o a voltar à realidade.
Estava deitado sobre a face no asfalto duro, sujo e molhado. Toda a existência era um universo molhado e uma dor de cabeça do tamanho dele… Tudo estava confuso e ligeiramente turvo, oscilante, mas começando a acalmar. Mas a dor…
-         O que é que me acertou? – Perguntava-se, enquanto lutava com o braço esquerdo para o retirar debaixo do corpo.
O membro não queria obedecer e parecia completamente adormecido… Uma onda de pânico começava a invadi-lo, estará partido? Mas não havia dor nele, apenas um formigueiro e uma ausência de sensações.
Sentou-se com esforço… A perna também… A esquerda não parecia funcionar… Pouco a pouco, a enormidade do conhecimento começou a avassalá-lo:
-         Estou a ter um ataque? Por Deus, não agora!
Com a mão direita apalpou os óculos. Não se partiram. Em seguida o rosto. Não havia dúvidas, o canto da boca, do lado esquerdo, estava descaído e também quase sem sensação, mesmo por baixo do que parecia ser uma enorme área arranhada consequência da queda.
O seu coração batia desalmadamente e também a vista esquerda estava a falhar.
-         Se não me acalmo, apago-me de vez. – Gemeu - Não agora, por favor meu Deus, não agora!.
Arrastou-se para perto do carro e encostou-lhe as costas, arfando, mas tentando recuperar uma respiração normal.
Começou a erguer-se, fazendo força contra o veículo. Afinal a perna esquerda não estava completamente inútil, mas o braço…
O casal estava cada vez mais próximo e a mulher fazia já um olhar de estranheza, na sua direção, ao espreitar por baixo do guarda-chuva.
Ele já estava quase completamente recomposto quando eles estacaram à sua frente:
-         João? – Ela reconheceu-o com um misto de medo e dúvida na sua voz – Que fazes aqui? Que é que te aconteceu? Estás doente?
O seu acompanhante, alto, barba e cabelo comprido, envergando uma camisola castanha e grossa, de gosto duvidoso, olhava-o com curiosidade.
-         Estarás mesmo preocupada comigo? – Grasnou com as palavras a saíram com dificuldade, pronunciadas por uma língua e uma boca agora preguiçosas.
-         A tua cara… A tua boca… - Haveria a ilusão de lágrimas em seus olhos? – Que te aconteceu?
-         Não te preocupaste até agora comigo. – novamente o grasnar –Que te interessa isso agora? Só te quero fazer uma pergunta que me atormenta há muito tempo: Porque é que te aproximaste de mim? Para que vieste estragar a minha vida? Foi só dinheiro? Trocaste simplesmente sexo por notas?
-         Olha lá, ó tiozinho, - o homem interveio - não achas que te estás a esticar? Que estás para aí a dizer? Que a minha irmã anda na rua?
João, com as lágrimas disfarçadas pela chuva que caía copiosamente, nem ouviu a interrupção. O braço esquerdo completamente inútil, descido ao longo do corpo e a mão direita no bolso da gabardina transformavam-no numa marioneta torcida:
-         Eu amei-te. Dei-te a minha vida, aquilo para que vivi. E tu pegaste no dinheiro, arruinaste a minha honra e foste ter com esta miserável desculpa para homem. Não me podias explicar o que se passava? Eu tentaria entender e talvez até aceitar…
Estas últimas palavras foram sacudidas por um forte empurrão que o atirou ao chão diante da apatia e olhar vazio dela.
-         Já te disse para teres tento na língua, velhadas. – A ameaça acompanhava o indivíduo junto com o hálito a cerveja, enquanto o agarrava pelos colarinhos e o trazia de volta à vertical de encontro ao carro.
O estrondo surpreendeu-os a todos.
Ela deixou cair o guarda-chuva. João continuava estático subjugado pelo irmão dela que estava tombado sobre ele com os olhos arregalados de incredulidade.
Finalmente, começou a deslizar e caiu numa pose impossível, dobrando o corpo para trás de rosto para a chuva e olhar vítreo.
Um fio vermelho corria do peito e abandonava o corpo, misturando-se com a água na imensa poça que era o parque.
João  olhou para o buraco fumegante que havia agora na sua gabardina, na zona do bolso direito e empunhou a arma, observando-a de todos os ângulos como se nunca a tivesse visto.
-         Mataste-o imbecil! Mataste um homem que vale por vinte como tu. – O olhar dela soltava chispas enquanto apertava contra o peito o corpo sem vida. – Achas que foste alguma coisa para mim? Foste o mais completo anormal que tive em toda a minha vida, “comi-te” porque precisava do dinheiro e da capa que me proporcionavas para as minhas atividades. De outra forma nunca me aproximaria de ti, atrasado, mongoloide!
-         Mas eu amava-te. – As palavras dele soaram mais como um pensamento do que como a sentença de morte que eram. Foram seguidas de dois estampidos da arma que agora estava inequivocamente empunhada na direção da mulher que se encontrava de joelhos.
Os longos cabelos encharcados, agora raiados de encarnado, espalharam-se aos pés dele.
-         Oh maldita dor de cabeça!. – O revólver estrondeou no chão e ele afastou-se, arrastando a perna penosamente.
Do outro lado da rua, as janelas abriam-se acudindo ao som dos disparos, enquanto silhuetas nervosas gesticulavam e apontavam.
Sentou-se pesadamente no chão penalizado pelos membros sem ação, mas tentando manter a dignidade e as costas direitas.:
-         Insinuante! Entrou na minha vida insinuando-se, fugiu dela insinuando-se… Agora sim, pode vir a polícia, as minhas contas estão saldadas e o crédito está igual ao débito.
Deitou-se no chão encharcado e enrolou-se em posição fetal, debaixo da chuva que continuava a cair copiosamente.:
-         Se ao menos esta dor de cabeça passasse…
De rosto pousado no chão, divisou ao longe os reflexos azuis emoldurados pelo som estridente das sirenes que acorriam para o local. A água respingava ao nível dos olhos, viu os curiosos que se aproximavam da cena, os veículos da polícia que chegavam, os prédios em volta…
“Nada disto pode ser verdade”, pensou, “É tudo um enorme pesadelo e em breve tudo voltará ao normal”.
Fechou lentamente os olhos e o seu coração, esgotado e partido, parou de trabalhar.



FIM

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Rute - 4ª parte - O fim do mistério




No dia seguinte, acordou decidido. Barbeou-se, tomou um banho, preparou uma mala pequena com algumas peças de roupa e saiu para a rua: Não haveriam de lhe deitar a mão sem encontrar Rute.
O céu estava forrado a nuvens escuras, ameaçando o mundo com um novo dilúvio que toda a gente parecia ignorar. Ao longe, escutavam-se já trovões.
O primeiro passo foi ir ter com um amigo na repartição de finanças e lá obteve as informações fiscais dela, (tinha mudado de residência por várias vezes e a esta hora não deveria já estar na última indicada) mas havia outra informação importante; o nome e a morada do escritório de advogados do ex-marido.
Pediu para marcar um encontro com ele, através da secretária do escritório. Alegou “assuntos do seu interesse, relacionados com a sua ex-esposa” e deixou o número do telemóvel.
Menos de vinte minutos depois recebia uma chamada:
-         Boa tarde! Meu nome é Aníbal Silveira. Ligou há pouco com a minha secretária, pode esclarecer-me qual é o assunto? Não tenho nada a ver com a minha ex-mulher e não tenho nenhum contacto com ela, há alguns anos. Inclusivamente, já enviei cartas para os principais bancos e para as finanças a isentar-me de quaisquer responsabilidades com os seus atos e eventuais custos que advenham daí.
-         Boa tarde. Descanse, não pretendo acusá-lo nem responsabilizá-lo de nada. - João tentou acalmar o interlocutor. – Simplesmente há um assunto para resolver com a Rute e não consigo contactá-la.
-         Já tentou o apartamento na rua Cinco de maio? - A voz continuava na defensiva.
-         Não sabia que tinha um apartamento nessa morada, a última que tenho é na rua da Beira Alta. - Mentiu, dando a morada anterior à Cinco de maio que constava da sua lista. Aníbal, por uns segundos, ficou em silêncio antes de perguntar: :
-         Pode vir ao meu escritório agora? Quero conversar com mais calma.
-         Com certeza, dentro de dez minutos estarei aí. Obrigado e  até já.
O escritório ficava num edifício elegante e as instalações tinham um aspeto usado, mas de bom gosto. Não era uma firma qualquer, via-se que deveria ter muitos (ou pelo menos bons) clientes.
Não tardou muito, após se apresentar à rececionista, até ser chamado a um gabinete.
A sala era ampla, mas mais parecida com um escritório de uma casa particular do que com o de  uma firma. Havia à esquerda uma estante enorme cheia de livros, uma lareira e um conjunto de sofás em pele, voltados em semicírculo para ela. Mesmo em frente, a alguns metros da entrada, uma imponente secretária em madeira maciça bem envernizada, mas de aspeto antigo. Encostada a ela, um homem alto de cabelos platinados, aguardava em pé com os braços cruzados sobre o peito.
João aproximou-se em passos largos e esticou a mão apresentando-se:
-         João Ferreira, muito obrigado por ter a amabilidade de  me receber.
-         Aníbal Silveira, muito prazer. Queira sentar-se por favor. - O anfitrião aceitou a mão estendida, após o que indicou os sofás.
Sentaram-se ambos e João mudou várias vezes de posição enquanto ganhava tempo, sem saber como começar.
-         O senhor é da polícia? - Aníbal sentou-se num gesto apenas, ficando estático no sofá, de costas direitas. - Investigador? Advogado?
-         Não, não!. - Desmentiu rapidamente – Sou um ex-colega de trabalho que tem uma necessidade urgente de a encontrar para resolver uns assuntos pendentes;  ela abandonou o emprego e ninguém sabe onde a encontrar.
-         Lamento dizer-lhe isto, mas se ela desapareceu assim de repente, quer dizer que já fez uma malandragem qualquer e tratou de desaparecer de circulação. E o facto de você estar aqui, não sendo nenhum dos três tipos de pessoas que enunciei, então quer dizer que, ou é vítima ou achava que era cúmplice. Perdoe-me a franqueza.
João olhou aquele homem, conhecedor de todas as vertentes do problema que era Rute.
-         Não sei bem por onde começar. - João rendeu-se.
-         Podemos começar pelo princípio. Aceita uma bebida? - O anfitrião ergueu-se para servir, agora que já tinha percebido todo o enredo.
A narrativa da história demorou apenas uns minutos, tendo sido interrompida por algumas perguntas de Aníbal. João foi sincero e narrou praticamente tudo, desde a relação deles até às histórias que ela lhe contara e à forma como teve conhecimento de tudo. No fim, ficaram ambos em silêncio de olhar perdido no copo vazio que mantinham entre as mãos.
Foi Aníbal que interrompeu a meditação e olhando-o nos olhos informou:
-         Não há uma maneira simpática de dizer o que tenho a dizer. Por isso aqui vai; Rute é uma vigarista e uma ladra. - Fez uma pausa para que a afirmação fosse digerida. - Não foi sempre assim. Quando casamos, ela trabalhava neste escritório na contabilidade, era altamente eficiente e honesta. O seu trabalho era muito apreciado por todos.
Dirigiu-se para a janela atrás da secretária e, de costas, continuou:
-         Tudo começou quando apareceu o irmão dela. Estava desaparecido há uns tempos e regressara, vindo de uma cura de desintoxicação. Tinha uma relação muito próxima com ela e ficou a viver lá em casa, connosco, durante algum tempo. Os problemas começaram a partir daí.
Relembrar aquele período estava a ser tremendamente penoso, mas ao fim e ao cabo, mesmo indo embora, Rute nunca saíra da sua vida com os constantes ecos das suas tropelias. Continuou:
-         Começou a desaparecer a meio do expediente e a deixar trabalhos por concluir ou com defeitos. Como era minha esposa, os restantes empregados evitavam de dizer fosse o que fosse e acabavam encobrindo as suas ausências e os trabalhos mal feitos. – Tossiu para clarear a voz .– Andava constantemente com o irmão e gradualmente o desleixo começou a invadir o lar… Não dava instruções, à empregada, para as refeições e não lhe pagava. Já não fazíamos amor. Estava sempre com sono ou já dormia quando eu me deitava.
-         Então não reclamava? – João interveio.
-         No início não me apercebia de tudo. O facto de estar uma fase sem sexo não era muito grave. Era mesmo isso, uma fase. Mas, um dia a empregada veio falar comigo e contou-me que não recebia há dois meses e que a senhora quase não falava com ela e quando lhe perguntava as ordens para as refeições respondia “Qualquer coisa”. Paguei-lhe, pedi-lhe desculpas… e fiquei preocupado.
-         E mesmo assim não falaste com ela?.
-         Tentei puxar conversa para ver o que dizia. Mas respondeu com incongruências e queixas sem sentido a meu respeito e do meu trabalho excessivo e falta de atenção para com ela.… Enfim, a culpa era minha. E se calhar era. Com as filhas no colégio ela deveria sentir-se muito sozinha.
Aníbal quedou-se um pouco em silêncio, olhando pela janela e continuando de costas para o seu interlocutor:
-         Um dia, no escritório, um dos meus sócios abordou-me por causa de algo que lhe chegou aos ouvidos; o comportamento de Rute nos últimos meses.
Não estava preparado para ouvir o que ouvi. Havia de tudo, maus tratos verbais ao pessoal, desleixo, falta de profissionalismo geral e… desvio de fundos.
Furioso, procurei-a no escritório;, claro que não estava lá.  Corri para casa  e  entrei como um furacão, dirigindo-me até à sala onde ouvia vozes. Sentia-se um cheiro estranho, adocicado e havia fumo no ar. Foi então que os vi. - Não conseguiu reter um suspiro. – Enrolados, dois amantes… irmãos. Os charros fumegantes, sabe-se lá de que porcarias, que estavam a fumar criavam uma atmosfera nublosa e irreal. Mas eu não conseguia parar de olhar, paralisado. Até que ela me viu.
Cobriu-se como pôde,  chorou, implorou, arranjou desculpas e explicações esfarrapadas, para algo que a minha mente ainda se recusava a aceitar.
Por fim, consegui recuperar o autocontrolo e com a voz que consegui arranjar disse-lhe que queria os dois fora da minha casa imediatamente. Ela passou das súplicas às ameaças e por fim deu-me um estalo ao qual   eu respondi com toda a raiva que me dilacerava a alma. Ela caiu e aquele animal, que era o irmão dela, atirou-se a mim e lutámos. Ele era mais novo, mas não estava com todas as faculdades e dei-lhe uma grande tareia enquanto ela gritava como  cabra que é.
Em seguida, fui buscar a minha arma e só lhes dei tempo para se vestirem,  antes de  os pôr fora da porta.
Ela apresentou queixa por maus tratos e eu exigi o divórcio que se arrastou por vários anos. Eu consegui a casa, mas ela levou-me um dos carros (o meu) e muito dinheiro.
De vez em quando, chegam-me notícias das patifarias daquele par; mais umas pessoas enganadas e roubadas e a polícia acaba sempre por me vir bater à porta a fazer perguntas.
… O resto é a sua história.
João estava sem palavras. Não conseguia digerir toda aquela informação e ainda estava de boca aberta a olhar o seu anfitrião, quando ele se voltou e, de lágrimas nos olhos,  acrescentou:
-         Ah, já me esquecia, realmente temos duas meninas maravilhosas num colégio interno caríssimo. Rute nunca foi uma mãe extremosa e ficou felicíssima com a ideia de se ver livre delas e da responsabilidade de as educar. Sim, aquele colégio foi exigência minha mas sou EU quem está a  pagar, nunca ela.
Agora, se não se importa, gostaria de ficar sozinho.
-         Com certeza. – O aturdido João levantou-se meio trôpego sem saber o que mais dizer e encaminhou-se para a entrada balbuciando – Obrigado pela sua ajuda.
-         Espere!. – Aníbal abriu a gaveta da secretária e trouxe junto dele, já à porta, um papel e algo envolvido num pano de camurça castanha. – Este papel tem a morada de um apartamento meu que sei que eles utilizam de vez em quando e aqui... – mostrou o embrulho – está uma arma que comprei no mercado negro, sem número de série, para matar aqueles dois canalhas… nunca tive coragem. Leve-a, pode precisar de se defender. E agora, adeus.
Suave, mas firmemente, empurrou-o para fora do gabinete.


5ª e última parte