Debaixo dos Céus Os Mundos de Manuel Amaro Mendonça
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domingo, 18 de dezembro de 2016

Apresentação de "Almas Feridas" de Suzete Fraga



Foi no passado dia 11 de Dezembro que a autora Suzete Fraga fez o lançamento do seu primeiro livro "Almas Feridas" da editora Euedito/Suigeneris. A minha amizade com a Suzete não é muito antiga, mas desde os primeiros contactos que o nosso gosto pela escrita nos aproximou e a sua maneira de ser, franca e espontânea, fez o resto. Quando fiz as apresentações do meu último livro "Lágrimas no Rio" no ISLA em Vila Nova de Gaia em Junho e no CITICA de Carrazeda de Ansiães em Outubro, a sua presença foi de uma mais valia e um orgulho inigualáveis, quer pelas palavras que teve a amabilidade de me dedicar, quer pelos sacrifícios a que se sujeitou para poder estar presente.


Não há uma forma suficientemente capaz para agradecer a sua generosidade desinteressada, pelo que foi para mim uma honra que ela me tivesse convidado para dizer algumas palavras naquele que é um dos melhores dias da sua vida.

A apresentação decorreu num cenário de sonho, cheio de história, o Santuário de Nossa Senhora de Porto D'Ave na Póvoa de Lanhoso  e teve honras de casa cheia.

 
Ali, através do grande número de amigos, família e, claro, admiradores, tivemos a possibilidade de comprovar o quanto a nossa Suzete é querida por todos.

 

Tratou-se de um evento planeado ao pormenor, onde as capacidades de organização de Vítor Macedo e o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia, do Grupo de Catequese e do professor Rafael e de Adelino Abreu foram inexcedíveis. Todos compareceram em peso.

 
A sessão foi brilhantemente apresentada por Daniel Mogas e teve a
participação musical de vários jovens prometedores, Ricardo e Margarida Soares, Joana Magalhães e Gabriel Sousa.


 


Agora, se quiserem assistir ao video da minha intervenção no evento, é só clicar no video abaixo.


Não podia faltar o nosso amigo e irmão das letras Jorge Santos


E também o escritor Cunha de Leiradella (à direita na fotografia)


Suzete: Estamos à espera do próximo, felicidades!


Fotos:

Podem ver várias fotos do evento nesta ligação 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Entrevista para "Correio do Porto"


O "Correio do Porto" é uma revista digital independente do Porto (PT) e sobre o Porto (distrito). Conta histórias de vida (pessoas e coisas) de um mundo à parte (físico e noticioso). Divulga notícias do outro mundo quando falarem do Porto. O Correio do Porto foi concebido para utilizadores com muitas horas de leitura (livros, revistas, jornais, banda desenhada, cartoons, postais, selos, cartazes, folhetos, catálogos, etc). É a geração do papel a navegar no mar digital.

Recentemente, lançaram um desafio, aos leitores e simpatizantes, para que fossem enviados postais com pequenas histórias para serem publicadas numa homenagem ao pedaço de história que representam os postais trocados entre pessoas. No âmbito da minha participação nesse desafio, tiveram a amabilidade de me convidar a responder a algumas perguntas. O resultado dessa entrevista pode ser lido aqui.


domingo, 11 de dezembro de 2016

Discurso no lançamento de "Almas Feridas" de Suzete Fraga


Apresentação do livro “Almas Feridas” de Suzete Fraga

11 de Dezembro de 2016

Póvoa do Lanhoso



Introdução

É com muita alegria que estou aqui, neste evento, neste local fantástico, cheio de história, aquecido pelo carinho dos amigos e suportada pelas mais diversas instituições… não há dúvidas que a Suzete é mesmo uma mulher afortunada.
É por isso também, pelo amor a esta nossa amiga, que aqui estou neste espaço recheado de história e também de arte. Vejam-se estes jovens intérpretes musicais fantásticos, a pintura do meu lado direito e as letras do lado esquerdo… quase me sinto um penetra nesta sala.
Agora, depois de ouvir o meu amigo Daniel a tecer-me tantos elogios, sinto-me um pouco envergonhado por não ter a sua capacidade de improviso e precisar de um papel para ler umas poucas palavras sobre a minha amiga Suzete Fraga.
A autora Suzete Fraga

“As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. Têm o ar de quem pertence a si própria.
Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas.
Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.”
Miguel Esteves Cardoso


Este pequeno excerto de um texto de Miguel Esteves Cardoso respeitante ao Norte de Portugal, assenta como uma luva na minha amiga Suzete, que penso estar a viver hoje um dos dias mais felizes da sua vida. O lançamento de um livro, deve ter o mesmo sabor que receber nos braços o filho acabado de nascer. E ela já pode falar destes dois casos por experiência própria.
Desde os nossos primeiros contactos, via Facebook, que parece ser o método natural de se conhecer as pessoas nos nossos dias, se gerou entre nós uma empatia e uma amizade que parece velha de anos. Filha do Minho, esta vimaranense tem o coração perto da boca e as suas palavras são sempre ditas com uma paixão contagiante, própria de quem acredita em si e nas suas capacidades. Põe todo o seu ser em tudo o que faz e por isso estamos aqui hoje a celebrar o lançamento do primeiro livro daquela a quem, com muito orgulho, chamo “irmã das letras”. Se por um lado ela se tornou admiradora dos meus trabalhos e não perde um livro nem um lançamento, por outro lado, a leitura de alguns dos seus escritos deixaram-me ansiando por este momento, onde finalmente deixaria que o mundo espreitasse sobre o seu ombro para ver a qualidade dos textos que saem da sua fértil imaginação.
Entre as várias coisas que sobressaem na escrita da Suzete, estão a forma como consegue fazer-nos sentir e reconhecer coisas do nosso dia-a-dia, às quais não deitamos importância, mas que fazem parte de nós e da “música de fundo” que acompanha o filme da nossa vida. No seu conto “Invisibilidade”, merecidamente escolhido para a coletânea “Caprichos e Virtudes” descreve aquela pessoa com quem nos cruzamos todos os dias, mas fingimos, ou não vemos de todo. Vou citar um pequeno excerto: “o seu passo apressado, engolia a solidão das bermas enquanto camuflava a própria solitude. Palmilhava as ruas da aldeia num incessante vaivém. Depois, a noite caía e só na madrugada seguinte voltaria a ser vista. Nunca ninguém lhe dedicava uns míseros minutos, a menos que precisassem de algum favor. Nunca lhe perguntavam como estava. Não fosse o barulho dos seus passos e seria completamente invisível”.
Os seus personagens são multifacetados e tão diferentes uns dos outros, como se dos diversos heterónimos de Pessoa se tratassem. Noutro dos seus contos, a protagonista é tão supereficiente como supertrapalhona e especialista em arranjar “bodes espiatórios” quando não consegue executar uma tarefa, que diga-se de sua justiça não lhe foi entregue atempadamente. Num outro, a triste realidade da violência doméstica é cruamente representada e a submissa esposa, alvo sucessivos anos de maus tratos e acusações infundadas, enche-se de coragem e toma finalmente uma atitude. Noutro ainda, uma jovem, vítima do assédio de um professor da “velha guarda” que agride os alunos e foi responsável pela desgraça de vários dos antigos pupilos, descarrega acusações e “cospe” o seu desprezo, numa carta cheia de palavras duras.
Todos estes trabalhos estão repletos de figuras de estilo e descrições de sentimentos capazes de nos fazer viver tudo o que os seus personagens sentem.
É a sensibilidade na observação destes pormenores e a forma como são descritos, que me fez perceber estar perante um sério caso de sucesso e prever que o “nascimento” do seu primeiro livro seria apenas uma questão de tempo e, principalmente, que este livro será apenas o primeiro, pois outros o seguirão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Uma Apresentação Fantástica

Foi no passado dia 2 de Outubro de 2016 que decorreu a segunda apresentação do livro "Lágrimas no Rio", à venda em todos os sites da Amazon em todo o mundo.

A apresentação, que coincidiu com os seis meses de lançamento do livro, foi excelente, com direito até a bolo de (meio) aniversário!


Aqui está o bolo de "Lágrimas no Rio" com a capa impressa e tudo!


Tudo começou com uma entrevista! O Eduardo Pinto, da Rádio Ansiães, fez-me algumas perguntas sobre quem eu sou, o que estou ali a fazer e de que se trata afinal o livro "Lágrimas no Rio"

A entrevista pode ser ouvida nesta ligação da Rádio Ansiães 

Depois, foi uma sala cheia! Vieram amigos de Matosinhos, de Vila Nova de Gaia, de Guimarães e de Porto D'Ave para ouvir falar de "Lágrimas no Rio". Infelizmente havia poucos carrazedenses, as vindimas roubaram-me protagonismo.


O meu irmão Luís, que tem o dom da palavra, esteve a "amaciar" a audiência.


A minha grande amiga Suzete Fraga, também ela escritora a aguardar o lançamento do seu livro, não faltou à chamada uma vez mais e não deixou de comparecer com a sua jovialidade e simpatia.


Também a minha sobrinha Beatriz se tornou obrigatória, com a sua voz suave e doce, a encantar-nos com algumas canções.


A simpática presença do vereador Roberto Lopes, foi uma excelente adição a esta mesa. 



No fim, todos pareciam satisfeitos com cerca de uma hora de sessão a ouvir falar do autor e do seu último livro. ( Será que estavam era aliviados?)


 No fim, uma sessão de autógrafos e fotografias com todos. Até os mais jovens querem um livro autografado.


Quando será a próxima apresentação?


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Nova entrevista em "Divulga Escritor"



Depois da entrevista no inicio de 2016 acerca de "Terras de Xisto e Outras Histórias", a revista Divulga Escritor, publica nova entrevista, desta vez sobre o meu novo livro "Lágrimas no Rio".


Escritor Manuel Amaro Mendonça, é um prazer contarmos mais uma vez com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Depois do sucesso com o livro de contos «Terras de Xisto e Outras Histórias», publicou um romance. O que o motivou a escrever «Lágrimas no Rio»?
Manuel Amaro - Antes de mais, muito obrigado por mais esta oportunidade para falar um pouco sobre o meu trabalho. É uma honra poder participar na vossa revista que tanto faz pela divulgação dos autores.
«Terras de Xisto e Outras Histórias» já continha um conto baseado num espaço/tempo que me fascina, que são o século XIX e a região transmontana. Sendo «Terras de Xisto» um livro de contos, «Lágrimas no Rio» começou, também ele, por ser imaginado como um conto a ser incluído num próximo livro, mas a criação do enredo mostrou-me que havia tanto para contar, que acabaria por dar origem a uma obra desequilibrada, com uma das histórias a ocupar 95% do livro. Foi nessa altura que me decidi arriscar numa aventura e levar os leitores, numa viagem alargada, a conhecerem os habitantes da fictícia São Cristóvão do Covelo e a viver comigo os dramas passados nas margens do Douro.

Leia a entrevista na integra no site da revista Divulga Escritor